Reportagens Destaque

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Uma foto que devia parar o Brasil (se fosse no Leblon…)

Para tudo.
Não é possível seguir normalmente depois da foto da capa do Globo de hoje.
Ninguém precisa dizer que isso acontece todos os dias nas favelas e periferias do Brasil.
Mas se nem indo pra capa do Globo causa comoção, nossa barbárie passou de todos os limites.
A mulher, negra, favelada, está na Cidade de Deus. O Exército faz uma blitz. O soldado revista esta mulher diante do choro do bebê de colo que está no carrinho vendo a provavelmente mãe passar por isso. As mãos do soldado passam sobre as partes íntimas da mulher. Que está ali, apenas exercendo seu direito de ir e vir.
Falar mais o que? Precisa de síntese maior de nossos dias?
Não precisa ser de esquerda ou direita para ficar estupefato. Basta ser humano.
São quase nove horas da manhã. De uma manhã emendada em noite de trabalho. Mas não deu pra dormir ainda sem escrever algumas linhas sobre essa foto. As horas emendadas não permitem maiores viagens teóricas. E nem a situação da foto.
Sabe-se apenas que é uma mulher negra, favelada, mãe, apalpada, tomando uma revista que nem poderia ser feita por um homem.
É assim que vamos resolver isso?

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O Brasil investir dinheiro público em Jogos de Inverno é uma imensa aberração

A imagem não sai da cabeça. A redação estava lotada e com o barulho peculiar de feira livre como eram as redações. Era o fim de uma época, já que a década seguinte aprofundou e sacralizou o modelo de redações em silêncio sepulcral, frias como uma câmara frigorífica do IML, amorfa, asséptica, cada dia mais parecendo um escritório repleto de almofadinhas e povoada tal e qual a sala de espera de uma agência de modelos e tendo esse único critério de seleção. Feita a irresistível digressão, voltemos para aquele dia de 2006.

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O que o dedo médio de Temer diz sobre a tragédia da imprensa brasileira

Imagine Donald Trump caminhando em um domingo qualquer e suando as madeixas grotescamente acaju. Cercado de seguranças e do presidente do congresso americano, além de dois ministros. O presidente da câmara, por sua vez, acompanhado da filhinha de uns 10 anos de idade. No meio da caminhada, alguns manifestantes conseguem se aproximar um pouco mais e chamam o presidente de “bandido”, “ladrão” e “golpista”.

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Com discurso de transparência, sucessor de Nuzman no COB contratou empresa do braço direito e diretor da CBJ

Em meio ao mar de lama que desembocou na renúncia de Carlos Arthur Nuzman, Paulo Wanderley Teixeira assumiu a presidência do Comitê Olímpico Brasileiro (COB). As primeiras palavras em 11 de outubro de 2017 foram como um soco na mesa em nome da moralidade: “Quem não está dentro da conformidade tem que estar. É governança, transparência, compliance, outra realidade. Sou adepto disso. Se não se encaixar está fora”, afirmou.

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Dimas Toledo usou Furnas para “atender as necessidades de Aécio”, diz delação de Marcos Valério

Dimas Toledo tinha como função viabilizar recursos para “as necessidades de Aécio Neves”.
É o que está na delação premiada de Marcos Valério a qual a reportagem teve acesso e que aguarda homologação da Polícia Federal e tem anexos relativos a Aécio, FHC e Lula, entre outros.
Principal personagem do escândalo que ficou conhecido como o “Mensalão Mineiro”, o delator, preso desde 2013 em Sete Lagoas (MG) e condenado a 37,5 anos por peculato, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e pelo crime contra o sistema financeiro, aponta, no anexo 24, que o hoje senador Aécio Neves “usou os serviços” de Dimas para financiar a própria eleição a presidente da Câmara dos Deputados, usando recursos de fornecedores de Furnas.

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Seguindo o dinheiro: offshore de Dimas Toledo, apontado como operador de Aécio, tem entre os sócios instituição financeira com base no Rio

O caminho do dinheiro.
É o que pode estar desenhado através da relação dos sócios de Dimas Toledo na offshore Opala Work Invest aberta no Panamá, revelada ontem, em reportagem da Agência Sportlight de Jornalismo Investigativo. As pegadas deixadas nos registros da junta comercial daquele país apontam como parceiro na empreitada uma instituição financeira suíça com um braço brasileiro. Uma trilha aberta que pode ter pegadas definitivas para o conhecimento de como alguns brasileiros botaram capital para fora do país.
Apontado como operador de Aécio Neves em delações da Lava Jato, o ex-diretor de Furnas abriu uma empresa no Panamá em 2015, já com a operação em pleno andamento pelo segundo ano. Ocupando o lugar de presidente da Opala Work Invest. Com dois sócios além da própria mulher, Maria Isabel Martins Toledo: a Gestion Holdings LTD, com endereço nas Ilhas Virgens Britânicas e a Optimus Family and Wealth Management AG, cujo endereço na junta panamenha é em Zurique, Suíça.

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Exclusivo: Apontado como operador de Aécio em Furnas, Dimas Toledo abriu offshore no Panamá com a Lava Jato já em andamento

Dimas Toledo abriu uma offshore no paraíso fiscal do Panamá em pleno curso da Lava Jato.

É o que mostram os documentos da Junta Comercial daquele país obtidos pela Agência Sportlight de Jornalismo Investigativo. A Opala Work Invest foi aberta em 29 de janeiro de 2015, já no segundo ano da operação. Em uma atualização realizada na instituição panamenha dois meses depois, em 23 de março, Maria Isabel Martins Toledo, mulher de Dimas, aparece também como sócia. A empresa foi encerrada em 30 de novembro de 2016.

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Sérgio Cabral e a farsa que destruiu o Maracanã: nunca houve a exigência da Fifa usada como justificativa

Com a cara mais lavada do mundo, o ex-governador Sérgio Cabral virou-se para o juiz Marcelo Bretas e afirmou desafiadoramente:

“Nunca houve propina. Nunca houve 5%. Que 5% é esse? Que história é essa de que esses 5% era algo que vigia no governo? Que maluquice é essa?

Foi no dia 10 de julho de 2017, na audiência da Operação Mascate.

Nem o maior ator de todos os tempos seria capaz de tamanha eloquência, veemência e capacidade de expressão impassível ao expressar algo que sabe ser uma imensa farsa mas com tamanha desfaçatez. Algo muito próximo a uma psicopatia, uma mitomania.

Pois foi assim, com essa mesma ausência de emoções e verdade, somadas a cumplicidade da imensa maioria de uma quase totalidade do conjunto da imprensa amorfo e cúmplice, que durante anos Cabral repetiu a mais cara mentira da história do Rio de Janeiro, a que custou a destruição de tão caro e querido monumento do carioca e do mundo.

Foi por esses mesmos 5% que o ser capaz da psicopatia de mentir diante de milhões sem mudar a expressão cobrou para que o Maracanã fosse destruído.

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“Futebol, do sonho à realidade”. Uma revolução pioneira no jornalismo investigativo esportivo brasileiro

O advogado John Milton foi apenas mais um brilhante papel na carreira de Al Pacino.

E é encarnando o próprio coisa ruim do título de “Advogado do Diabo” que solta a inesquecível frase: “a vaidade é, definitivamente, meu pecado predileto”.

Uma atuação impecável. Não sei onde o protagonista fez o tal “laboratório”, aquela fase onde o ator mergulha no universo do personagem.

Se optou por um lugar onde grassa a vaidade, não teria dúvidas em arriscar: uma redação.

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DOSSIÊ RENCA (2): Documentos mostram ação de ministro a favor de mineradora estrangeira na Floresta do Jamanxim

Toronto (Canadá), 4 de março de 2017.
A milhares de quilômetros do Brasil, o futuro da Floresta Nacional de Jamanxin, Unidade de Conservação de Uso Sustentável (UCUS) que mais sofre desmatamento na Amazônia está sendo decidido em uma reunião.
De um lado, o CEO de uma gigante empresa mineradora transnacional e suas queixas e reivindicações.
Do outro, mas não necessariamente oposto, um ministro de estado do Brasil e uma explícita docilidade em acatar essas demandas.

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