Arquivo Mensal: fevereiro 2017

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Com dinheiro público, judô paga o dobro por tatames a doador de campanha política

Foram mais de cinco milhões de reais gastos na compra de 8.575 placas de tatames em dois anos. Dinheiro público, vindo de convênios com o Ministério do Esporte. Poderia ter sido pela metade do preço. Mas em vez de se valer da lei a que tinha direito e obter isenção de impostos, a Confederação Brasileira de Judô (CBJ) escolheu comprar através de uma empresa que é também doadora na campanha de políticos ligados a entidade e ao ministério.

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Delação da Odebrecht não é a do fim do mundo. Doleiros é que podem explodir tudo.

Tudo acontecia no Bar do Rick. Jogatina, golpes, conspiração…A eternidade de “Casablanca” passa por aquele cenário e muito mais. Das pelo menos três frases clássicas do filme, duas foram ali imortalizadas: a que nunca foi dita (“Play it again, Sam”) e “Prendam os suspeitos de sempre”, do sem caráter capitão Renault. A terceira é na já na pista do aeroporto, quando a inacreditavelmente poética e capaz de sintetizar aquele amor de uma vida inteira que nada apaga é dita: “Nós sempre teremos Paris”.

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“República de Mangaratiba” de Cabral ganhou milhões no Comitê de Nuzman. Normas foram desrespeitadas

A última década aproximou Sergio Cabral Filho, Eduardo Paes e Carlos Arthur Nuzman. Indeléveis parceiros, unidos pelo Pan-2007 e pelas Olimpíadas-2016. Atravessaram a década dos grandes eventos no Rio de Janeiro irmanados. Entre as várias interseções do trio neste período estão dois integrantes da “República de Mangaratiba”, beneficiários de inúmeros contratos com os três. Marco Antônio de Luca, participante do mais próximo círculo de Cabral e membro das confrarias do “Guardanapo” e da “República de Mangaratiba”, obteve nos últimos anos milhões ganhos em contratos com o governo estadual de Cabral e a prefeitura de Eduardo Paes. Com o Comitê Rio 2016 (CoRio2016), presidido por Carlos Arthur Nuzman, não foi diferente: através de três distintos Cadastro Nacional Pessoas Jurídicas (CNPJ), um grupo de empresas com ligações societárias e objetos em comum conquistou nove contratos com a entidade olímpica presidida por Nuzman. Em flagrante desrespeito as normas do próprio comitê. O outro protagonista dos anos do guardanapo que aparece em uma dessas sociedades é Arthur César de Menezes Soares Filho, o Rei Arthur, como era chamado pelo amigo e vizinho Cabral, investigado na “Operação Calicute”.

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