Autor: Lúcio de Castro

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O incrível não é o roubo do caminhão. O escândalo é que na favela da Pedreira a expectativa de vida é igual a do Haiti.

A imagem rasgou a tela. A voz do apresentador e a narração mais ainda.

Eram as primeiras horas da sexta-feira, 8 de dezembro.

A edição do Bom Dia Rio corria sonolenta como é natural ao horário. De repente, uma virada. Um incrível flagrante: um roubo de carga em um caminhão ao vivo. Para completar, a 500 metros de uma blitz de soldados da Força Nacional.

Na favela da Pedreira, no chamado Complexo da Pedreira, em Costa Barros, zona norte do Rio, formado pelas favelas da Pedreira, Lagartixa, Quitanda, Final Feliz, Terrinha e algumas outras pequenas comunidades.

Sequestrado, o caminhão encostou na favela e foi descarregado, sob a vigilância de traficantes armados com fuzil.

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DOSSIÊ RENCA (1): Relatório que embasou MP de extinção foi feito por servidora nomeada poucos dias antes. Ministro anunciou primeiro para investidores estrangeiros

Um mês. Foi o tempo necessário para que uma servidora nomeada por representante da “Bancada da Mineração” para o Ministério das Minas e Energia (MME) no dia 25 de outubro de 2016 finalizasse um relatório técnico que embasou a decisão da extinção da Reserva Nacional do Cobre e Associados (RENCA).

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De Giba a Paolo Guerrero: uma viagem através do tempo em 14 anos de nossa imprensa e algumas breves memórias

“Ah, memória, inimiga mortal do meu repouso”!

Valhei-me Miguel de Cervantes. Nesse exato momento, tuas palavras soam como bate-estaca em minha cabeça. Lembranças são assim, puxa-se a primeira e as demais vão desaguando feito cachoeira. E quanto mais o tempo anda em nossas vidas, mais forte vem essas águas.

O gatilho pode ser a coisa mais banal. É como aquela brincadeira de falar uma palavra e o outro dá sequência ao jogo com outra que imagina se relacionar com aquela. Sabe lá como termina. Começa com “bola” e pode acabar com “física quântica”. Ou vice-versa.

Foi assim desde que saíram as primeiras notícias do doping de Paolo Guerrero. Um turbilhão de memória se ativou.

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Agência Sportlight recebe menção pelo “Dossiê Rio-2016” no “Premio Latinoamericano de Periodismo de Investigación”

Antes mesmo de completar um ano de vida, a Agência Sportlight de Jornalimo Investigativo já cruza as fronteiras do Brasil com uma importante distinção internacional. O “Dossiê Rio-2016”, série de reportagens sobre as Olimpíadas, recebeu “Menção Honrosa” no “Premio Latinoamericano de Periodismo de Investigación”, um dos principais do continente.

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As aventuras de um cadeeiro: sob o comando de Cabral, “La Catedral” de Benfica promete ser um dos “points” do verão carioca

Eram animados os dias em La Catedral.

A menos de uma hora de Medellín, com vista privilegiada das montanhas colombianas e muito conforto.

Tinha sala de lazer, jogos, de TV e até sauna.

Foi o símbolo maior de um estado de cócoras para um criminoso.

Pablo Escobar recebia amigos, comparsas, prostitutas, jogadores de futebol, familiares na hora em que queria e todas as mordomias possíveis naqueles dias de junho de 1991.

Desaforo dos desaforos, mandara construir a própria prisão para enfim “aceitar” ser preso pelo estado. Deu as cartas até na hora da rendição. Até a fuga um ano depois, em julho de 1992.

A Cadeia Pública José Frederico Marques, mais conhecida como “Benfica”, por estar no bairro do mesmo nome, não chega a ser uma La Catedral. É lá que Sergio Cabral está preso, depois de breve estadia em Bangu 8, entre 17 de novembro de 2016 até 28 de maio último, quando o ex-governador chegou a nova morada onde é hóspede do estado que comandou por 8 anos e que saqueou impiedosamente.

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Agência onde a filha de Nuzman trabalhou obteve R$ 12 milhões em contrato com o Comitê Rio-2016

Doze milhões em apenas um contrato. É o preço pago pelo Comitê Rio-2016 para a agência de marketing onde trabalhou a filha de Carlos Arthur Nuzman, presidente do órgão.

O acordo entre o comitê e a Rio 360 Comunicação, de José Victor Oliva (na foto acima com Carlos Arthur Nuzman), é de 14 de dezembro de 2015. Larissa Nuzman começou a trabalhar na empresa em novembro de 2014, de acordo com o que está nas redes sociais da Rio 360 e da própria gerente de novos negócios. Segundo a rede da própria Larissa, ela teria deixado o emprego em junho de 2015, seis meses antes da assinatura.

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Exclusivo: o “acordo gratuito” entre Nuzman, Eduardo Paes e uma empresa privada que valeu R$ 200 milhões e 23 contratos

Foi um negócio da China. Ou do Brasil. Mais ainda: do Brasil Olímpico, que reinventou e redimensionou todo e qualquer conceito de “negócio da China”. Para alguns.

No dia 11 de maio de 2016, Eduardo Paes entregou o Pavilhão 6 do Riocentro, palco do boxe nas Olimpíadas e do vôlei sentado na Paraolimpíadas. Com pompa. Ao lado de Carlos Arthur Nuzman e Arthur Repsold, sócio e mandatário da GL Events no Brasil. (na foto acima, Paes, Nuzman e o empresário no dia da entrega do pavilhão).

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Denúncia do MPF contra Nuzman dificulta eventual estratégia de defesa baseada em “corrupção privada”

Seria cômico não fosse trágico e retrato cruel de impunidade no andar de cima. Até aqui, todos os passos dos advogados de Carlos Arthur Nuzman anunciavam como linha de defesa a inimputabilidade dos fatos que pesam contra o cliente por caracterizarem “corrupção privada” e portanto não serem crime previsto na legislação brasileira. No entanto, a denúncia da Força Tarefa da Lava Jato do Ministério Público Federal-RJ (MPF-RJ) apresentada hoje, caso venha a prosperar e depois julgada procedente, tem dois pontos demolidores contra tal estratégia: o enquadramento do presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e Comitê Rio-2016 (assim como Leonardo Gryner) na “condição de servidor público por equiparação” e ainda um outro aspecto salientado na peça de acusação: “a conduta de solicitar, aceitar promessa e receber vantagem indevida para outrem”.

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Denúncia do MPF revela o operador do esquema: Nuzman usou mesmo doleiro de Ricardo Teixeira para pagar Lamine Diack

Acabou o mistério. Nuzman usou o mesmo doleiro que Ricardo Teixeira usava para efetuar os pagamentos a Lamine Diack referentes as compras dos votos que garantiram o Rio como sede das Olimpíadas de 2016. É o que está na denúncia apresentada hoje pelo Ministério Público Federal contra Sérgio Cabral, Carlos Arthur Nuzman e Leonardo Gryner e ainda incluem Lamine Diack e Papa Diack.

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