Autor: Lúcio de Castro

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Ah, se a Madame abrir a boca… Como a “delação-magoada” pode salvar o esporte

Um dos grandes mestres do jornalismo brasileiro, multipremiado repórter, com quem divido muitas das angústias do ofício e a quem recorro muitas vezes para compartilhar eventuais dúvidas sobre reportagens e procedimentos é fascinado por ex-mulheres. Poucas pessoas têm um cartel de relacionamentos com ex-mulheres (de terceiros) assim tão rico. Sem julgamentos apressados. É realmente no melhor sentido profissional. Relações absolutamente profissionais. Entendeu como poucos um dos mandamentos básicos que todo foca deve saber: uma ex-mulher de um desses gângsteres que abundam por aí é uma caixa-preta por vezes maior do que qualquer arquivo de documentos. Fonte mais rica do que qualquer delator premiado.

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Hannah Arendt e os cadáveres no armário do jornalismo brasileiro

Algumas poucas pessoas, algumas poucas obras e alguns poucos gestos tem a força de mudar o curso das coisas. Na eterna discussão sobre a prevalência dos processos históricos sobre indivíduos, tendo a concordar com diversos argumentos de quem acredita nisso. Exceto para alguns. Esses muito poucos que carregam tal força e deixam de ser plateia para serem protagonistas de um tempo e para todos os tempos.

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Empresa de vereador que está na lista da Odebrecht avaliou terreno do Museu do Índio

Quando a caixa-preta da famosa “Lista da Odebrecht” for finalmente aberta nos próximos dias, alguns personagens relacionados com a entrega do Maracanã para a empreiteira serão revelados. Muito além das já conhecidas presenças de “Proximus” e “Nervosinho”. A ação conjunta de Sérgio Cabral Filho e Eduardo Paes, titulares das alcunhas, envolveu uma série de medidas simultâneas para proporcionar a entrega a custo zero para a empresa. Como a construção de passarelas no entorno para os vips da Fifa pela prefeitura, agora inúteis. E a compra do Museu do Índio pelo governo estadual, que tem a participação de mais um presente na tão temida relação: o vereador Alexandre Arraes (PSDB-RJ).

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Doleiro de Cabral era assessor no gabinete da presidência do Tribunal de Contas do Estado

O doleiro mais atuante de Sérgio Cabral Filho estava no coração do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Renato Hasson Chebar, que operava para o ex-governador desde 2002, tinha cargo comissionado no órgão que fiscaliza as contas e em 1º de junho de 2007 foi nomeado assistente no gabinete da presidência, então exercida por José Maurício Nolasco, (de 2007 a 2010) investigado na Operação Lava-Jato por recebimento de propina na obra de reforma do Maracanã. Exatos dois meses depois da nomeação no gabinete de Nolasco, no dia 2 de agosto, Renato Chebar abriu, em parceria com o irmão Marcelo, a offshore Waderbridge Development no paraíso fiscal do Panamá. A teia de relações dos irmãos Chebar atravessou o centro do mercado financeiro brasileiro, chegando até a sociedade com dirigentes do esporte brasileiro.

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Com dinheiro público, judô paga o dobro por tatames a doador de campanha política

Foram mais de cinco milhões de reais gastos na compra de 8.575 placas de tatames em dois anos. Dinheiro público, vindo de convênios com o Ministério do Esporte. Poderia ter sido pela metade do preço. Mas em vez de se valer da lei a que tinha direito e obter isenção de impostos, a Confederação Brasileira de Judô (CBJ) escolheu comprar através de uma empresa que é também doadora na campanha de políticos ligados a entidade e ao ministério.

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Delação da Odebrecht não é a do fim do mundo. Doleiros é que podem explodir tudo.

Tudo acontecia no Bar do Rick. Jogatina, golpes, conspiração…A eternidade de “Casablanca” passa por aquele cenário e muito mais. Das pelo menos três frases clássicas do filme, duas foram ali imortalizadas: a que nunca foi dita (“Play it again, Sam”) e “Prendam os suspeitos de sempre”, do sem caráter capitão Renault. A terceira é na já na pista do aeroporto, quando a inacreditavelmente poética e capaz de sintetizar aquele amor de uma vida inteira que nada apaga é dita: “Nós sempre teremos Paris”.

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“República de Mangaratiba” de Cabral ganhou milhões no Comitê de Nuzman. Normas foram desrespeitadas

A última década aproximou Sergio Cabral Filho, Eduardo Paes e Carlos Arthur Nuzman. Indeléveis parceiros, unidos pelo Pan-2007 e pelas Olimpíadas-2016. Atravessaram a década dos grandes eventos no Rio de Janeiro irmanados. Entre as várias interseções do trio neste período estão dois integrantes da “República de Mangaratiba”, beneficiários de inúmeros contratos com os três. Marco Antônio de Luca, participante do mais próximo círculo de Cabral e membro das confrarias do “Guardanapo” e da “República de Mangaratiba”, obteve nos últimos anos milhões ganhos em contratos com o governo estadual de Cabral e a prefeitura de Eduardo Paes. Com o Comitê Rio 2016 (CoRio2016), presidido por Carlos Arthur Nuzman, não foi diferente: através de três distintos Cadastro Nacional Pessoas Jurídicas (CNPJ), um grupo de empresas com ligações societárias e objetos em comum conquistou nove contratos com a entidade olímpica presidida por Nuzman. Em flagrante desrespeito as normas do próprio comitê. O outro protagonista dos anos do guardanapo que aparece em uma dessas sociedades é Arthur César de Menezes Soares Filho, o Rei Arthur, como era chamado pelo amigo e vizinho Cabral, investigado na “Operação Calicute”.

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