Categoria: Opinião

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“Isso que chamam de flexibilização laboral é um eufemismo para o nome que a escravidão merece”. Eduardo Galeano

Liguei a televisão e fiquei esperando. Como a sabedoria popular manda esperar sentado, obedeci. Na quarta-feira, 15 de março, aguardava a entrada do Escobar na minha tela anunciando as manifestações contra as reformas trabalhistas e contra o golpe a cada intervalo, interrompendo a programação em nome do interesse jornalístico, dividindo tela até com o sagrado futebol. Não conseguia entender a ausência da reluzente careca na tarde da semana que passou. “Deve estar doente o Escobar pra não entrar sem parar e ficar horas a fio chamando o Brasil inteiro no vídeo”, pensei comigo.

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Ah, se a Madame abrir a boca… Como a “delação-magoada” pode salvar o esporte

Um dos grandes mestres do jornalismo brasileiro, multipremiado repórter, com quem divido muitas das angústias do ofício e a quem recorro muitas vezes para compartilhar eventuais dúvidas sobre reportagens e procedimentos é fascinado por ex-mulheres. Poucas pessoas têm um cartel de relacionamentos com ex-mulheres (de terceiros) assim tão rico. Sem julgamentos apressados. É realmente no melhor sentido profissional. Relações absolutamente profissionais. Entendeu como poucos um dos mandamentos básicos que todo foca deve saber: uma ex-mulher de um desses gângsteres que abundam por aí é uma caixa-preta por vezes maior do que qualquer arquivo de documentos. Fonte mais rica do que qualquer delator premiado.

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Hannah Arendt e os cadáveres no armário do jornalismo brasileiro

Algumas poucas pessoas, algumas poucas obras e alguns poucos gestos tem a força de mudar o curso das coisas. Na eterna discussão sobre a prevalência dos processos históricos sobre indivíduos, tendo a concordar com diversos argumentos de quem acredita nisso. Exceto para alguns. Esses muito poucos que carregam tal força e deixam de ser plateia para serem protagonistas de um tempo e para todos os tempos.

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Delação da Odebrecht não é a do fim do mundo. Doleiros é que podem explodir tudo.

Tudo acontecia no Bar do Rick. Jogatina, golpes, conspiração…A eternidade de “Casablanca” passa por aquele cenário e muito mais. Das pelo menos três frases clássicas do filme, duas foram ali imortalizadas: a que nunca foi dita (“Play it again, Sam”) e “Prendam os suspeitos de sempre”, do sem caráter capitão Renault. A terceira é na já na pista do aeroporto, quando a inacreditavelmente poética e capaz de sintetizar aquele amor de uma vida inteira que nada apaga é dita: “Nós sempre teremos Paris”.

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Piovani: posso te contar umas coisas que vi nas redações?

Os mais novos vão imaginar que falo do tempo dos dinossauros. É quase isso mas não chega a tanto. Não existia controle remoto. Para se comentar em roda de amigos sobre algum programa da TV que você não queria assumir que estava vendo, saia-se invariavelmente com essa: “passei pelo quarto da empregada, ela tava vendo isso e aí…”. Sílvio Santos era o personagem mais presente nesse clássico do enrustimento. Hoje é até chique, símbolo do trash engraçado, falar que deu uma olhada no “Patrão”. Naquele tempo só assim para não ser engolido: falando que passou e ouviu de esguelha.

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Um crime deve ser desfeito: um plebiscito já para derrubar o new Maracanã

O que Nimrud, Hatra, Palmira e o Maracanã tem em comum? Todos eram patrimônios históricos e foram derrubados. Os três primeiros pelo Estado Islâmico. O último pelo Estado de Sérgio Cabral.
Nimrud, sítio arqueológico no atual Iraque, foi uma cidade assíria há 2.300 anos. Hatra ficou marcada como a capital do primeiro reino árabe, tendo resistido à invasão do Império Romano. Palmira um exuberante centro comercial romano no mundo árabe. E o Maracanã foi o templo como nenhuma outra cidade em qualquer tempo ou espaço jamais amou igual.

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