Categoria: Reportagem

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Uso de verba pública equipara Nuzman a servidor e afasta caráter de “corrupção privada”. Jurisprudência muda esporte do país

Uma revolução nos mecanismos de controle e punição de malfeitos das entidades esportivas pode estar nascendo na nova denúncia, publicada na manhã de hoje pelo Ministério Público Federal-RJ contra Carlos Arthur Nuzman e Leonardo Gryner, dirigentes do Comitê Olímpico Brasileiro (COB e Comitê Rio-2016. Amparada na ampla demonstração de uso de recursos públicos, a peça afirma que o caso não pode ser enquadrado como “corrupção privada”. Uma jurisprudência que pode mudar o esporte brasileiro.

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Evolução patrimonial de Nuzman na década entre Pan e Olimpíadas é paralela ao aumento dos convênios com dinheiro público

O ouro brasileiro deixou buracos no Brasil, templos em Portugal e fábricas na Inglaterra”. A clássica frase de Eduardo Galeano que melhor explica o período da mineração por aqui bem poderia ser adaptada para explicar a década do ouro dos grandes eventos olímpicos no país compreendida entre os Jogos Pan-Americanos (2007) e as Olimpíadas (2016).
Ficaria algo mais ou menos assim, lastreada pelas informações obtidas nas investigações do Ministério Público Federal-RJ:
“Os grandes eventos deixaram buracos no Brasil, dinheiro na conta de Carlos Arthur Nuzman e ouro num cofre suíço”.

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Troca de mensagens entre Diack e Nuzman comprovam participação de dirigente na compra de votos

Carlos Arthur Nuzman não foi um mero espectador das transações de suborno que definiram a escolha do Rio como sede dos Jogos de 2016. E-mails apreendidos na Operação Unfair Play no dia 5 de setembro são definitivos para comprovar a participação de Nuzman. Papa Massata Diack, que recebeu depósito de Arthur Soares para votar no Brasil, é categórico em um deles pedindo “ajuda para o processo final” ao presidente do COB em e-mail de 1/2/2010.

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