{"id":492,"date":"2017-03-20T02:00:57","date_gmt":"2017-03-20T05:00:57","guid":{"rendered":"http:\/\/agenciasportlight.com.br\/?p=492"},"modified":"2017-09-20T21:51:26","modified_gmt":"2017-09-21T00:51:26","slug":"hannah-arendt-e-os-cadaveres-no-armario-do-jornalismo-brasileiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agenciasportlight.com.br\/index.php\/2017\/03\/20\/hannah-arendt-e-os-cadaveres-no-armario-do-jornalismo-brasileiro\/","title":{"rendered":"Hannah Arendt e os cad\u00e1veres no arm\u00e1rio do jornalismo brasileiro"},"content":{"rendered":"<p>[dropcap]A[\/dropcap]lgumas poucas pessoas, algumas poucas obras e alguns poucos gestos podem ter a for\u00e7a de mudar o curso das coisas. Na eterna discuss\u00e3o sobre a preval\u00eancia dos processos hist\u00f3ricos sobre indiv\u00edduos tendo a concordar com diversos argumentos de quem acredita nisso. Exceto para alguns, esses muito poucos que carregam tal for\u00e7a e deixam de ser plateia para serem protagonistas de um tempo e para todos os tempos.<\/p>\n<p>Hannah Arendt foi isso, foi uma dessas. Uma intelectual cuja for\u00e7a arrebatadora da obra foi capaz de alterar conceitos, percep\u00e7\u00f5es, pr\u00e1ticas. Em resumo: foi capaz de mudar o mundo. Ao retratar o carrasco na obra maior \u201cEichmann em Jerusal\u00e9m\u201d exp\u00f4s para a humanidade o terr\u00edvel desconforto que cala em todos n\u00f3s todos os dias: o dem\u00f4nio, capaz de cometer as piores atrocidades, n\u00e3o era o dem\u00f4nio, mas algu\u00e9m \u201cterr\u00edvel e horrivelmente normal\u201d. Aquele ser que est\u00e1 ao nosso lado ou em n\u00f3s mesmos, segundo ela, \u201cum burocrata que se limitara a cumprir ordens com zelo, por amor ao dever, sem considera\u00e7\u00f5es acerca do bem e do mal\u201d.<\/p>\n<p>A cortante defini\u00e7\u00e3o que nos remete ao espelho nosso de cada dia, o pavoroso embate capaz de horas remexendo na cama sobre termos nos limitado a cumprir ordens com zelo por amor ao dever sem considera\u00e7\u00f5es acerca do bem e do mal. Marcante na obra da autora \u00e9 tamb\u00e9m a cr\u00edtica veemente que fez sobre a \u201cadapta\u00e7\u00e3o ao novo regime\u201d que os pares dela tiveram ao nazismo que emergia. Naqueles palavr\u00f5es alem\u00e3es capazes de juntar uma b\u00edblia inteira em uma palavra ou express\u00e3o, essa capacidade camale\u00f4nica de \u201cadapta\u00e7\u00e3o ao novo regime\u201d leva o nome de \u201cGleichschaltung\u201d, tratado com desprezo por Hannah Arendt.<\/p>\n<p>Muito longe por parte do autor aqui e desse texto em sequer rascunhar alguma analogia de algu\u00e9m com um carrasco nazista. E aqui estamos diante de um ponto extremamente s\u00e9rio, pois banalizar o horror com analogias reducionistas \u00e9 pecado irrepar\u00e1vel. Algo t\u00e3o s\u00e9rio que para muitos historiadores tal horror \u00e9 \u201cirrepresent\u00e1vel\u201d, outra longa discuss\u00e3o te\u00f3rica que merece todo respeito e que expressa a absoluta impossibilidade de se banalizar o horror acima de tudo.<\/p>\n<p>O que podemos fazer \u00e9 aproveitar a ideia dela, destacada de tal contexto hist\u00f3rico e, portanto, de qualquer analogia com determinado fato, e assim aplic\u00e1vel por todo o sempre, de que o conceito de que algu\u00e9m capaz de tanta aberra\u00e7\u00e3o pode ser \u201cterr\u00edvel e horrivelmente normal\u201d e estar entre n\u00f3s ou em n\u00f3s todos os dias.<\/p>\n<p>[pullquote-left]Quanto as omiss\u00f5es di\u00e1rias ao longo dos anos nas p\u00e1ginas, TVs e sites foram c\u00famplices de tudo o que est\u00e1 a\u00ed, deste show de horror nosso de cada dia nesse Brasil cuja perplexidade de estarmos vivendo um golpe em pleno 2017 n\u00e3o quer passar[\/pullquote-left]<\/p>\n<p>E \u00e9 assim que chegamos aos dias de hoje, ao Brasil dos dias de hoje, tentando entender, sob este conceito da banaliza\u00e7\u00e3o do burocrata que cumpriu ordens com zelo, e trazendo para minha \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o, aquela a qual melhor posso entender por viver nela, do quanto as omiss\u00f5es di\u00e1rias ao longo dos anos nas p\u00e1ginas, TVs e sites foram c\u00famplices de tudo o que est\u00e1 a\u00ed, deste show de horror nosso de cada dia nesse Brasil cuja perplexidade de estarmos vivendo um golpe em pleno 2017 n\u00e3o quer passar.<\/p>\n<p>Da omiss\u00e3o que, acima de qualquer ideologia ou \u00f3bvio reconhecimento dos descalabros das gest\u00f5es petistas, n\u00e3o pode se desconhecer a aberra\u00e7\u00e3o e barbaridade do ponto mais b\u00e1sico e elementar disso tudo: um vice que conspira abertamente contra a presid\u00eancia ser\u00e1 sempre uma aberra\u00e7\u00e3o, um escroque, uma pessoa sem princ\u00edpios morais e \u00e9ticos para estar \u00e0 frente de uma na\u00e7\u00e3o. Simples assim, sem ser necess\u00e1rio entrar em qualquer outra considera\u00e7\u00e3o maior.<\/p>\n<p>Ao se banalizar e justificar &#8211; mais do que isso, tornar normal &#8211; o ato de um conspirador, de um traidor, de um Judas, banalizamos e autorizamos toda e qualquer outra barb\u00e1rie, todo e qualquer avan\u00e7o sobre a Constitui\u00e7\u00e3o, toda e qualquer censura que agora se abate, toda e qualquer cassa\u00e7\u00e3o de direitos trabalhistas conquistados com suor e dor atrav\u00e9s dos tempos. Pois isso estava acima de qualquer gambiarra na Constitui\u00e7\u00e3o, de qualquer pedalada.<\/p>\n<p>Um hom\u00fanculo capaz de conspirar contra o seu par ser\u00e1 sempre o mais desprez\u00edvel entre todos os seres. N\u00e3o \u00e9 preciso ser constitucionalista para saber, basta ter um m\u00ednimo de forma\u00e7\u00e3o moral. E no momento em que o horror disso n\u00e3o foi e n\u00e3o \u00e9 apontado todos os dias por quem tem como mandamento primordial fiscalizar e retratar os atos do poder e dos poderosos \u00e9 que somos mesmo capazes de nos limitar em nossa profiss\u00e3o de jornalista \u201ca cumprir ordens com zelo\u201d.<\/p>\n<p>Nada \u00e9 mais repugnante no imagin\u00e1rio popular atrav\u00e9s dos tempos na hist\u00f3ria da humanidade do que o traidor. O Judas. Ponto.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, recordemos alguns epis\u00f3dios t\u00e3o caros para exemplificar o quanto fomos c\u00famplices em nossas p\u00e1ginas virtuais ou de papel e TVs nas omiss\u00f5es di\u00e1rias que desembocaram nisso tudo que est\u00e1 a\u00ed. E que permite a modesta conclus\u00e3o pessoal, sem jamais ter a pretens\u00e3o de ser dono da verdade, de que muito do horror que agora bate \u00e0 porta n\u00e3o teria existido se nesse pa\u00eds existisse uma imprensa minimamente cumpridora dos seus deveres b\u00e1sicos, ressalvadas as exce\u00e7\u00f5es de sempre, que, independentemente do lugar onde est\u00e3o, atravessam a carvoaria todos os dias e saem de roupa branca intacta.<\/p>\n<p>&#8211; H\u00e1 quase duas d\u00e9cadas \u00e9 sabido que S\u00e9rgio Cabral tinha bens incompat\u00edveis com a renda, desde que a nababesca mans\u00e3o de Mangaratiba foi descoberta. Apesar disso, ningu\u00e9m foi t\u00e3o pouco acossado pela imprensa de modo geral no poder como o ex-governador, muito pelo contr\u00e1rio. Foram parceiros no caos das UPPs que se anunciava, foram c\u00famplices na pat\u00e9tica encena\u00e7\u00e3o da \u201cTomada do Alem\u00e3o\u201d, foram parceiros quando cruzava os ares nos jatinhos de empres\u00e1rios amigos. Daria para mais 500 itens dessa cumplicidade. At\u00e9 o dia em que foi preso e, perplexos, alguns perguntavam, como uma comentarista na TV afeita a ironias pobres de seu posto em Bras\u00edlia: \u201cComo ningu\u00e9m viu isso\u201d?<\/p>\n<p>&#8211; Eike Baptista chegou a ter s\u00e9rie em programa dominical para explicar como ser empreendedor. \u00c9 autoexplicativo, n\u00e3o precisa maiores considera\u00e7\u00f5es. Suas rela\u00e7\u00f5es prom\u00edscuas com o estado eram conhecidas demais. Mas confortavelmente esquecidas. At\u00e9 na hora de tomar o caminho de Bangu, j\u00e1 no aeroporto de Nova Iorque, o rep\u00f3rter paralisado diante de tamanho g\u00eanio do empreendedorismo se compadecia a perguntar sobre o estado malvado que tomava propina do brilhante homem de neg\u00f3cios. Tadinho&#8230; O homem que de dia era <em>Self Made Man<\/em> e de noite assaltava as burras do estado.<\/p>\n<p>&#8211; Eduardo Paes foi tratado em oito longos anos como o maior gestor da hist\u00f3ria da humanidade. Suas agress\u00f5es permanentes nas poucas vezes em que era fustigado eram romantizadas, para vergonha de todo carioca, como \u201cfruto de um jeito carioca\u201d. As sucessivas evid\u00eancias, do Porto Maravilha \u00e0s obras ol\u00edmpicas, passando por abertura de empresa no Panam\u00e1 do pai, passavam em branco. Os colegas da cobertura di\u00e1ria de prefeitura no per\u00edodo dizem que ele mesmo ironizava alguns \u00f3rg\u00e3os de imprensa chamando de \u201cDi\u00e1rio Oficial\u201d, naquela express\u00e3o evidente de quem abaixa muito&#8230; Quando chegar sua hora da viagem Nova Iorque\/Bangu, espera-se que um rep\u00f3rter n\u00e3o esteja t\u00e3o embasbacado com ele como o do dia do embarque de Eike e fa\u00e7a as perguntas que nunca foram feitas. Sobre perguntas e reportagens inconvenientes, vale lembrar como ele tratava quem ainda ousava: \u201cbaixo astral\u201d.<\/p>\n<p>&#8211; O mesmo Paes entregou o carnaval do Rio a uma cervejaria,\u00a0 passando a coisa p\u00fablica e o mais lindo cen\u00e1rio do mundo a uma empresa em um contrato que ningu\u00e9m conhece.<\/p>\n<p>&#8211; V\u00e1rios textos podem e devem ser escritos sobre a aberra\u00e7\u00e3o das aberra\u00e7\u00f5es, o s\u00edmbolo maior desses anos de barb\u00e1rie: hoje sabemos que um patrim\u00f4nio hist\u00f3rico como o Maracan\u00e3 foi destru\u00eddo apenas porque um governador queria pegar 5%. Como pode ter ocorrido num estado democr\u00e1tico de direito tamanha aberra\u00e7\u00e3o sem que a imprensa apontasse para algo t\u00e3o surreal e abomin\u00e1vel? Naqueles dias, quem insistia sobre o tema era tratado como chato, retr\u00f3grado e monotem\u00e1tico.<\/p>\n<p>&#8211; Enquanto Jos\u00e9 Mariano Beltrame era cortejado diuturnamente pela imprensa, o genoc\u00eddio de pretos e pobres crescia a n\u00edveis inacredit\u00e1veis no Rio de Janeiro. As UPPs eram louvadas como o maior feito da hist\u00f3ria da humanidade, algo como dividir as \u00e1guas do mar e permitir a travessia de todos (brancos e ricos, claro). A realidade j\u00e1 apontava para o contr\u00e1rio, todos sabiam, mas a cumplicidade n\u00e3o deixava que o dedo apontasse. Na Mar\u00e9, 10 inocentes foram chacinados pela pol\u00edcia de Beltrame. No Chapad\u00e3o, cinco meninos morreram com mais de 100 tiros em um carro. Muitos outros. Todos no p\u00e9 da p\u00e1gina por apenas um dia.<\/p>\n<p>&#8211; Na \u00e1rea de esportes, a CBF e seus cartolas eram tratados como Steve Jobs dos tr\u00f3picos por boa parte da imprensa. Suas peraltices eram todas por demais sabidas mas adentravam mesas-redondas como quem apresenta o novo iPhone diante de plateias embasbacadas. Havelange chegou a ser chamado ao vivo de \u201co homem que nunca sua\u201d (eu vi, t\u00e1 l\u00e1 no arquivo) por um desses que se enquadram no conceito de \u201ccumpridores de ordem\u201d.<\/p>\n<p>At\u00e9 que o FBI fez o que, salvo as exce\u00e7\u00f5es de sempre, a imprensa daqui nunca fez. E a\u00ed surgiu a onda de oportunismo jamais vista, quando o aliado incondicional de ontem passou a tacar impiedosas pedras. Como agora com Cabral. At\u00e9 aquele que era atach\u00ea deles deu pancada no Teixeira e no Havelange. E tamb\u00e9m aquele que faz segunda voz no programa da noite de segunda completando as frases de outro, at\u00e9 ele bateu.<\/p>\n<p>&#8211; Milh\u00f5es gastos em confedera\u00e7\u00f5es de esporte e resultados p\u00edfios, salvo nos \u00f3bvios sinais de riqueza de seus cartolas. E todos exaltados. \u201cCases\u201d de gest\u00f5es vitoriosas. Tinha um exaltado como o \u201cO esporte mais vitorioso do pa\u00eds\u201d. \u201cIsso 9000 de gest\u00e3o\u201d. Outro era \u201co Ap\u00f3stolo das \u00c1guas\u201d. Um terceiro \u201co homem que fazia uma revolu\u00e7\u00e3o no esporte da bola laranja\u201d. Um diretor de marketing que beneficiava suas empresas e era premiado como gestor do ano por um jornalista jabazeiro. E por a\u00ed fomos, at\u00e9 um dia naturalmente todos se darem conta de que o esporte brasileiro \u00e9 um esc\u00e2ndalo.<\/p>\n<p>&#8211; As Olimp\u00edadas vendidas sem cr\u00edtica alguma&#8230; O n\u00famero um exaltado como o homem que mudou a hist\u00f3ria, passando na cara da sociedade seus anos como o mais intoc\u00e1vel de todos os tempos, a farsa de vision\u00e1rio. Enquanto isso, pateticamente alguns repetiam na TV os chav\u00f5es sobre esp\u00edrito ol\u00edmpico e desciam a lenha em quem achavam \u201csem comprometimento\u201d. Hoje sabemos: a realiza\u00e7\u00e3o das Olimp\u00edadas por aqui foi uma sucess\u00e3o de crimes contra o patrim\u00f4nio p\u00fablico, contra as finan\u00e7as p\u00fablicas, contra tudo. E uma vergonha sem fim para o jornalismo.<\/p>\n<p>&#8211; Depois de todos conhecermos a \u201cLei de Juc\u00e1\u201d, aquela \u201ccom supremo, com tudo\u201d, um rep\u00f3rter (?) e comentarista de pol\u00edtica at\u00f4nito postou recentemente: \u201cComo isso \u00e9 poss\u00edvel? Dez dos 13 senadores investigados na Lava Jato est\u00e3o na CCJ, que vai sabatinar indicado ao STF\u201d. Responde-se: \u00e9 poss\u00edvel porque muitos rep\u00f3rteres (?) e comentaristas se limitaram a cumprir ordens sem maiores considera\u00e7\u00f5es, como j\u00e1 falava Hannah.<\/p>\n<p>&#8211; Como \u00e9 de amplo conhecimento nos bastidores do meio, a regra na imprensa mudou nos \u00faltimos tempos: at\u00e9 aqui, foram publicados todos os vazamentos de dela\u00e7\u00e3o premiada. Os seletivos vazamentos. Como j\u00e1 contamos em outro texto, tem um gabinete togado em Bras\u00edlia que tem at\u00e9 fila do vazamento. Entra aquela revista, sai, entra um jornal, sai, entra a tv, e assim o falastr\u00e3o que deveria se ater a responsabilidade de sua suprema fun\u00e7\u00e3o vai cumprindo o que Juc\u00e1 falou. De alguns meses para c\u00e1, a regra mudou: agora, como foi decretado pelo comando de uma reda\u00e7\u00e3o, s\u00f3 quando tiverem p\u00fablicas essas dela\u00e7\u00f5es, s\u00f3 quando o documento estiver dispon\u00edvel (a\u00ed n\u00e3o tem mais jeito de segurar, n\u00e9?). Ou seja: antes valia o vazamento sem documento. Com o vento pegando alguns mui estimados, s\u00f3 vai valer quando n\u00e3o tiver mais jeito. A\u00ed, o servi\u00e7o j\u00e1 cumprido, o golpe dado, o supremo botando pra prescrever, todos saber\u00e3o o que na imprensa j\u00e1 se sabe mas agora n\u00e3o se publica at\u00e9 n\u00e3o ter mais jeito: o dono verdadeiro da conta de Cingapura, o dep\u00f3sito na conta da filha, a verdade sobre a sa\u00edda \u00e0 francesa com dor nas costas&#8230; \u00c9 isso, estava l\u00e1 em Hannah: terrivelmente normais. O cara faz um neg\u00f3cio desses no exerc\u00edcio da profiss\u00e3o de jornalista e depois vai para casa, brinca com os filhos, janta com a fam\u00edlia&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Algumas poucas pessoas, algumas poucas obras e alguns poucos gestos tem a for\u00e7a de mudar o curso das coisas. Na eterna discuss\u00e3o sobre a preval\u00eancia dos processos hist\u00f3ricos sobre indiv\u00edduos, tendo a concordar com diversos argumentos de quem acredita nisso. Exceto para alguns. Esses muito poucos que carregam tal for\u00e7a e deixam de ser plateia para serem protagonistas de um tempo e para todos os tempos.<\/p>\n<a href=\"https:\/\/agenciasportlight.com.br\/index.php\/2017\/03\/20\/hannah-arendt-e-os-cadaveres-no-armario-do-jornalismo-brasileiro\/\">Leia mais -><\/a>.","protected":false},"author":1,"featured_media":493,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"image","meta":{"nf_dc_page":"","om_disable_all_campaigns":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[29,49,32],"class_list":["post-492","post","type-post","status-publish","format-image","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao","tag-imprensa","tag-michel-temer","tag-sergio-cabral","post_format-post-format-image"],"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p8bYvK-7W","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/agenciasportlight.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/hannah-arendt.jpg?fit=1300%2C909&ssl=1","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agenciasportlight.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/492","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agenciasportlight.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agenciasportlight.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agenciasportlight.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agenciasportlight.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=492"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/agenciasportlight.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/492\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":505,"href":"https:\/\/agenciasportlight.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/492\/revisions\/505"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agenciasportlight.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/493"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agenciasportlight.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=492"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agenciasportlight.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=492"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agenciasportlight.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=492"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}