{"id":962,"date":"2017-08-02T04:35:35","date_gmt":"2017-08-02T07:35:35","guid":{"rendered":"http:\/\/agenciasportlight.com.br\/?p=962"},"modified":"2017-08-02T04:40:02","modified_gmt":"2017-08-02T07:40:02","slug":"mao-torta-destino-de-r-30-milhoes-da-gestao-ary-graca-na-cbv-entre-2010-e-2013-e-questionado-em-auditoria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agenciasportlight.com.br\/index.php\/2017\/08\/02\/mao-torta-destino-de-r-30-milhoes-da-gestao-ary-graca-na-cbv-entre-2010-e-2013-e-questionado-em-auditoria\/","title":{"rendered":"M\u00e3o torta: destino de R$ 30 milh\u00f5es da gest\u00e3o Ary Gra\u00e7a na CBV entre 2010 e 2013 \u00e9 questionado em auditoria"},"content":{"rendered":"<p>[dropcap]D[\/dropcap]aria para pagar ao menos tr\u00eas anos dos custos totais de um time de maior investimento da Superliga. Ou cinquenta anos de sal\u00e1rios de uma grande estrela da modalidade. Foram quase R$ 30 milh\u00f5es pagos pela Confedera\u00e7\u00e3o Brasileira de V\u00f4lei (CBV) especificamente a sete empresas entre os anos de 2010 e 2013. E de acordo com o termo utilizado em um relat\u00f3rio de auditoria da PWC, pagamentos classificados com \u201cfragilidades de controles internos\u201d. Como \u201cadiantamentos realizados para empresas antes de sua constitui\u00e7\u00e3o\u201d, \u201cpagamentos de comiss\u00f5es n\u00e3o previstas em contrato\u201d, \u201cemiss\u00e3o de notas sequenciais\u201d, \u201cpagamentos para parentes de acionistas das sete empresas\u201d, \u201cpagamento de comiss\u00e3o por contrato de patroc\u00ednio firmado antes da abertura\u201d ou \u201cpagamento de comiss\u00e3o ap\u00f3s contrato firmado entre CBV e empresa\u201d, entre outros.<\/p>\n<p>Exatos <strong>R$ 28.253.240,00 (vinte e oito milh\u00f5es, duzentos e cinquenta e tr\u00eas mil, duzentos e quarenta reais)<\/strong>. \u00c9 o que est\u00e1 no \u201cProjeto Ace\u201d, a pe\u00e7a da PWC, de circula\u00e7\u00e3o interna da CBV e a qual a reportagem teve acesso, produzida ap\u00f3s a an\u00e1lise das contas depois da eclos\u00e3o dos esc\u00e2ndalos na entidade. O relat\u00f3rio apontou para contratos com sete empresas nos quais encontrou as tais \u201cfragilidades de controle interno\u201d descritas. Foram elas: S4G Planejamento e Marketing, S4G Gest\u00e3o de Eventos e S4G Gest\u00e3o de Neg\u00f3cios (todas de um mesmo dono); SMP Sports Marketing &amp; Promotion e SMP Log\u00edstica e Servi\u00e7os (de um mesmo propriet\u00e1rio); Escrit\u00f3rio de Advocacia Valmar Paes; Smiranda Eventos.<\/p>\n<p>Vale registrar que o \u201cProjeto Ace\u201d analisou as contas e contratos da gest\u00e3o Ary Gra\u00e7a (1997\/2014) apenas entre os anos 2010 e 2013. Recente reportagem do jornal O Tempo (MG), relata que a tentativa de colabora\u00e7\u00e3o premiada do empres\u00e1rio Marcos Val\u00e9rio afirma que Ary Gra\u00e7a recebia dinheiro desviado do contrato do Banco do Brasil com a CBV, especialmente a partir de 2003. Em nota oficial, Ary Gra\u00e7a, atual presidente da FIVB, negou as afirma\u00e7\u00f5es constantes na afirma\u00e7\u00e3o de Marcos Val\u00e9rio, que aguarda homologa\u00e7\u00e3o do Supremo Tribunal Federal.<\/p>\n<p>Entre 2010 e 2013, o relat\u00f3rio da PWC aponta os seguintes fatos nas sete empresas citadas:<\/p>\n<p><strong>SMP Sports Marketing &amp; Promotion e SMP Log\u00edstica e Servi\u00e7os-<\/strong><\/p>\n<p>Para as duas empresas SMP, foram <strong>R$ 8.877.407,00 (oito milh\u00f5es, oitocentos e setenta e sete mil, quatrocentos e sete reais)<\/strong> nesse mesmo per\u00edodo (2010\/2013), de acordo com a auditoria. A SMP Sports Marketing &amp; Promotion (R$ 3.882.348,00) e a SMP Log\u00edstica e Servi\u00e7os (R$ 4.995.059,00). Ambas constitu\u00eddas por Marcos Pina, que foi superintendente da CBV entre 1997 e 2000. Entre 2007 e 2011, foi respons\u00e1vel pelo site V\u00f4leiBrasil, ligado a CBV, e voltou como Superintendente Geral, \u201ccom status de CEO\u201d, em 2013, como est\u00e1 no an\u00fancio da entidade em 18 de setembro daquele ano. Tendo contratos da pr\u00f3pria empresa em vigor. Em fevereiro de 2014, ap\u00f3s as primeiras reportagens com den\u00fancias, deixou o cargo.<\/p>\n<p>Entre algumas das \u201cfragilidades\u201d nos pagamentos para as empresas SMP apontadas no relat\u00f3rio, est\u00e1 um \u201cpagamento referente a servi\u00e7os prestados de desenvolvimento de portal de entretenimento n\u00e3o previstos em contrato totalizando o montante de R$ 504.457,00\u201d.<\/p>\n<p>Chamou aten\u00e7\u00e3o dos auditores respons\u00e1veis tamb\u00e9m um contrato entre a CBV e a SMP no valor de R$ 1.469.527,00 (um milh\u00e3o, quatrocentos e sessenta e nove reais, quinhentos e vinte sete reais). Referente a comiss\u00e3o pela assinatura de acordo entre a CBV e uma empresa de produtos de vestu\u00e1rio, paga em 26 parcelas (ver nota fiscal abaixo. Reportagem segue depois da imagem).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-968 size-large\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/agenciasportlight.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/documento-1024x791.jpg?resize=1024%2C791\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"791\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No entanto, ainda de acordo com o relat\u00f3rio, o contrato 1475 entre CBV e a empresa de vestu\u00e1rio foi assinado em 28 de novembro de 2008. E o \u201cpagamento de comiss\u00e3o foi ap\u00f3s contrato firmado entre CBV e empresa de vestu\u00e1rio\u201d. Mais exatamente no dia 1\u00ba de dezembro de 2008. (Ver assinaturas e datas clicando na imagem abaixo. Reportagem segue depois da imagem).<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/agenciasportlight.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/doc-ary.jpg\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignright size-large wp-image-1118\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/agenciasportlight.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/doc-ary-1024x273.jpg?resize=1024%2C273\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"273\" \/><\/a><\/p>\n<p>As transa\u00e7\u00f5es financeiras das empresas SMP Sports Marketing &amp; Promotion e SMP Log\u00edstica e Servi\u00e7os tamb\u00e9m foram examinadas em um \u201cRelat\u00f3rio de Intelig\u00eancia Financeira-15458\u201d (RIF), feito pelo COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), \u00f3rg\u00e3o da Receita Federal. Que constatou \u201cmovimenta\u00e7\u00e3o de recursos incompat\u00edvel\u201d, de acordo com a an\u00e1lise. Enquadradas em \u201cind\u00edcios de atipicidade\u201d tais como: \u201cmovimenta\u00e7\u00e3o de recursos incompat\u00edvel com o patrim\u00f4nio, a atividade econ\u00f4mica, ocupa\u00e7\u00e3o profissional ou capacidade financeira do cliente\u201d, \u201crecebimento de recursos com imediata compra de instrumentos para a realiza\u00e7\u00e3o de pagamentos ou de transfer\u00eancias a terceiros, sem justificativa\u201d.<\/p>\n<p>J\u00e1 nas contas de pessoa f\u00edsica de Marcos Pina, alimentadas preferencialmente por dep\u00f3sitos das empresas SMP, o relat\u00f3rio do COAF fala em \u201crealiza\u00e7\u00e3o de dep\u00f3sitos, saques, pedidos de provisionamento para saque ou qualquer outro instrumento de transfer\u00eancia de recursos em esp\u00e9cie que apresentem atipicidade em rela\u00e7\u00e3o a atividade econ\u00f4mica do cliente\u201d. E cita tamb\u00e9m \u201cmovimenta\u00e7\u00e3o de recursos incompat\u00edvel com o patrim\u00f4nio, a atividade econ\u00f4mica, ocupa\u00e7\u00e3o profissional ou capacidade financeira do cliente\u201d. Chamou aten\u00e7\u00e3o da Receita, entre outros movimentos, o saque de R$ 293 mil em esp\u00e9cie entre julho e dezembro de 2013. Saques em esp\u00e9cie em ag\u00eancia banc\u00e1ria no Posto 6, Copacabana, acima de R$ 100 mil, tamb\u00e9m est\u00e3o relatadas e uma opera\u00e7\u00e3o de R$ 2.000.000,00 (dois milh\u00f5es de reais) em t\u00edtulo de capitaliza\u00e7\u00e3o Itau Vida e Previd\u00eancia em 27 de agosto de 2014, cuja anota\u00e7\u00e3o no RIF \u00e9: \u201cOpera\u00e7\u00e3o suspeita de acordo com a lei\u201d.<\/p>\n<p><strong>SMiranda Eventos<\/strong><\/p>\n<p>O relat\u00f3rio cita a SMiranda Eventos, de Jorge Roberto Miranda, como uma das sete empresas entre as quais encontra \u201cfragilidades de controles internos\u201d em contratos com a CBV entre os anos de 2010 e 2013, durante a gest\u00e3o de Ary Gra\u00e7a Filho. E aponta um total de R$ 1.429,665,00 (um milh\u00e3o, quatrocentos e vinte e nove mil, seiscentos e sessenta e cinco reais) pagos para a empresa no per\u00edodo.<\/p>\n<p>Entre eles, est\u00e1 a \u201cconcess\u00e3o de adiantamento para a SMiranda sem contrato assinado\u201d. No caso, R$ 60 mil, adiantados em 3 de abril de 2013, com presta\u00e7\u00e3o de contas em 10 de junho seguinte. Mas, de acordo com a auditoria, o contrato 1557 s\u00f3 viria a ser assinado em 1\u00ba de agosto de 2013, portanto quatro meses depois do contratante adiantar verba ao contratado. O relat\u00f3rio assinala ainda que \u00e9 \u201cimportante ressaltar que a SMiranda foi sucessora da S4G na presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de gest\u00e3o para a CBV\u201d.<\/p>\n<p>Tal sucess\u00e3o de empresas prestadoras de servi\u00e7o j\u00e1 havia sido apontada em relat\u00f3rio da CGU. Quando os contratos da S4G s\u00e3o extintos, em 30\/7\/2013, em virtude dos conflitos internos gerados no momento em que os contratos assinados por Ary Gra\u00e7a vieram \u00e0 tona, \u00e9 a Smiranda que assina novos acordos com a CBV. De acordo com o relat\u00f3rio da CGU que mostrou os problemas da gest\u00e3o da CBV, \u201cimediatamente ap\u00f3s a extin\u00e7\u00e3o dos contratos com a S4G Planejamento e Marketing e a S4G Gest\u00e3o de Eventos em 30\/7\/2013, a CBV assinou em 1\/8\/2013, com vig\u00eancia at\u00e9 31\/12\/2013, contrato com a Smiranda Eventos ltda, cujo objeto \u00e9 a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o de gerenciamento, planejamento e produ\u00e7\u00e3o dos grandes eventos do v\u00f4lei de quadra e praia no Brasil, ou seja, substituindo os servi\u00e7os prestados pelas duas S4Gs.\u201d.<\/p>\n<p>Esse mesmo relat\u00f3rio da CGU aponta ainda que a Smiranda, em presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o para a CBV, subcontratou uma empresa que est\u00e1 em nome da mulher de F\u00e1bio Azevedo (da S4G,empresa a qual substitu\u00eda depois dos contratos que vieram \u00e0 tona) e do irm\u00e3o do mesmo, aberta em 15\/2\/2012. A empresa do irm\u00e3o e da mulher de F\u00e1bio Azevedo, da \u00e1rea gr\u00e1fica, prestou servi\u00e7o para a CBV subcontratada tamb\u00e9m pela pr\u00f3pria S4G, de acordo com a CGU. No valor de R$ 928.261,13 (novecentos e vinte oito mil, duzentos e sessenta e um reais e treze centavos), somente no ano de 2013. E alerta ainda para a &#8220;emiss\u00e3o em notas sequenciais para a CBV&#8221; por parte da Smiranda.<\/p>\n<p>A SMiranda tamb\u00e9m aparece no No RIF-15458 do COAF, acima citado. Como benefici\u00e1ria de transfer\u00eancias por parte da S4G (R$ 46.579,59). Em outra situa\u00e7\u00e3o, como no Conv\u00eanio entre o Minist\u00e9rio do Esporte e a CBV, a Smiranda aparece na fase de tomada de pre\u00e7o comparando os valores com a mesma S4G de quem recebe transfer\u00eancias banc\u00e1rias. E a reportagem encontrou, em e-mail anexado a processo judicial, a men\u00e7\u00e3o ao dono da Smiranda apresentado como funcion\u00e1rio da S4G no mesmo per\u00edodo em que concorria com ela na licita\u00e7\u00e3o do minist\u00e9rio. (Ver reportagem: http:\/\/agenciasportlight.com.br\/index.php\/2017\/04\/21\/a-complexa-teia-da-familia-volei-e-seus-personagens-de-multiplas-faces\/ ).<\/p>\n<p><strong>Escrit\u00f3rio de Advocacia Valmar Paes<\/strong><\/p>\n<p>Retifica\u00e7\u00f5es contratuais, ratifica\u00e7\u00f5es e mudan\u00e7as significativas no valor do acordo de um dia para o outro. As idas e vindas nos acordos entre a CBV e o escrit\u00f3rio de advocacia de Valmar Paes, pai do prefeito do Rio de Janeiro (2009-2016) est\u00e3o entre os sete prestadores de servi\u00e7o apontados em \u201cfragilidades\u201d pelo relat\u00f3rio. Total de R$ 2.363.961,00 (Dois milh\u00f5es, trezentos e sessenta e tr\u00eas mil, novecentos e sessenta e um reais) pagos para \u201cpresta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os jur\u00eddicos relacionados a renova\u00e7\u00e3o de patroc\u00ednios\u201d.<\/p>\n<p>Com algumas curiosidades. Como o contrato 1455 entre as partes, assinado em 1\u00ba de novembro de 2011, que teria vig\u00eancia por cinco anos, (1\/12\/2012 at\u00e9 30\/6\/2017). Inicialmente, tendo valor de R$ 10 milh\u00f5es, pagos em parcelas anuais de R$ 2 milh\u00f5es. No m\u00eas seguinte, em 2\/12, sem maiores explica\u00e7\u00f5es de causa, o valor do contrato \u00e9 alterado, e de acordo com a auditoria, \u201cfoi emitida uma re-ratifica\u00e7\u00e3o a este contrato, onde ap\u00f3s o pagamento da parcela \u00fanica de R$ 2 milh\u00f5es (pago em 8\/5\/2012), o contrato passaria a ser rescindido\u201d. A pe\u00e7a relata ainda outro fato: \u201cnotamos que o reconhecimento de firma da assinatura desta re-ratifica\u00e7\u00e3o datada de 2\/12\/2011 foi feita em 30\/7\/2013\u201d.<\/p>\n<p><strong>S4G Planejamento e Marketing, S4G Gest\u00e3o de Eventos e S4G Gest\u00e3o de Neg\u00f3cios<\/strong><\/p>\n<p>Foram R$ 15.492.208,00 (quinze milh\u00f5es, quatrocentos e noventa e dois mil, duzentos e oito reais) pagos entre 2010 e 2013 apenas para as empresas de F\u00e1bio Azevedo, bra\u00e7o direito de Ary Gra\u00e7a, ent\u00e3o mandat\u00e1rio da Confedera\u00e7\u00e3o Brasileira de V\u00f4lei (CBV), como foi mostrado em reportagem da Ag\u00eancia Sportlight de Jornalismo Investigativo em 27 de abril. L\u00edquidos. Na composi\u00e7\u00e3o desse montante, de acordo com relat\u00f3rio de auditoria da PWC, est\u00e3o expostas diversas \u201cfragilidades\u201d. Na rela\u00e7\u00e3o entre CBV e S4G foram apontadas, entre outras irregularidades: \u201cadiantamentos realizados para as empresas S4G antes de sua constitui\u00e7\u00e3o\u201d, \u201cpagamento de comiss\u00e3o por contrato de patroc\u00ednio firmado antes da abertura\u201d, \u201cpagamentos de comiss\u00f5es n\u00e3o previstas em contrato\u201d e \u201cemiss\u00e3o de notas sequenciais\u201d.<\/p>\n<p>O pagamento do valor acima se dividiu entre a S4G Planejamento e Marketing, S4G Gest\u00e3o de Eventos e S4G Gest\u00e3o de Neg\u00f3cios, todas de F\u00e1bio Azevedo. Com a justificativa da \u201crealiza\u00e7\u00e3o de eventos, por comiss\u00f5es de patroc\u00ednios, sob a rubrica \u2018outros servi\u00e7os\u2019, subcontrata\u00e7\u00f5es, assessoria Banco do Brasil, eventos, comiss\u00f5es de patroc\u00ednios, comiss\u00f5es de sediamentos, congresso da FIVB e rescis\u00f5es com a CBV\u201d.<\/p>\n<p>No relato da auditoria, no meio destes R$ 15,5 milh\u00f5es pagos para a S4G em tr\u00eas anos, algumas opera\u00e7\u00f5es merecem especial aten\u00e7\u00e3o, entre tantos itens abordados. Como os sete adiantamentos realizados para uma das S4G, no caso a S4G Gest\u00e3o de Neg\u00f3cio, no valor total de R$ 544.324 (quinhentos e quarenta e quatro mil, trezentos e vinte quatro reais) feitos entre os dias 1\/12\/2010 e 5\/4\/2011, antes da constitui\u00e7\u00e3o da empresa, datada de 12\/4\/2011. O relat\u00f3rio fala ainda que Carlos Manuel Duarte Abreu assinou como procurador dos contratos, mas que ele s\u00f3 possu\u00eda procura\u00e7\u00e3o vigente da CBV a partir de 4\/6\/2012. De acordo com relat\u00f3rio da CGU que abordou as transa\u00e7\u00f5es da CBV, Carlos Manuel era funcion\u00e1rio da entidade, al\u00e9m de assinar as demonstra\u00e7\u00f5es cont\u00e1beis da entidade. Foi ele o respons\u00e1vel por abrir tr\u00eas empresas em menos de tr\u00eas meses (10\/9\/2010 e 29\/11\/2010 \u2013 Salto, Figtree e Manguinhos) que viriam a se enfrentar em licita\u00e7\u00e3o de conv\u00eanio entre CBV e Minist\u00e9rio do Esporte.<\/p>\n<p>A auditoria da PWC mostra ainda uma gin\u00e1stica de tempo feita entre a gest\u00e3o de Ary Gra\u00e7a e a S4G: o \u201cpagamento de comiss\u00e3o por contrato de patroc\u00ednio firmado antes da abertura da empresa\u201d. Foi assim: a nota fiscal de n\u00famero 31 da S4G Planejamento e Marketing anota o valor de R$ 129.697,60 (cento e vinte nove mil, seiscentos e noventa e sete reais e sessenta centavos) por \u201ccomissionamento sobre propriedades de bebida isot\u00f4nica\u201d.<\/p>\n<p>A surpresa vem sem seguida no relat\u00f3rio: \u201cNo entanto, o acordo firmado entre a CBV e uma empresa da ind\u00fastria aliment\u00edcia, detentora desta marca de bebida isot\u00f4nica, se deu em 2009, com aditivo em 2010, e a S4G Planejamento e Marketing s\u00f3 foi criada no dia 12\/4\/2011\u201d. Curiosamente, o contrato entre a CBV e a empresa do isot\u00f4nico \u00e9 assinado em 1\/2\/2009 por F\u00e1bio Azevedo, ent\u00e3o dirigente da CBV. Que abre em 12\/4\/20111 a S4G Planejamento e Marketing, e emite nota pelo contrato que assinou dois anos antes na condi\u00e7\u00e3o de diretor da CBV.<\/p>\n<p>As peculiaridades das transa\u00e7\u00f5es entre as empresas S4G e a gest\u00e3o de Ary Gra\u00e7a n\u00e3o pararam por a\u00ed. A auditoria da PWC observou 33 (trinta e tr\u00eas) notas fiscais emitidas com pagamentos da entidade onde n\u00e3o encontrou os respectivos contratos. Como na nota 201310000000004, do dia 1\/4\/2013, no valor de R$ 116.627,00 (cento e dezesseis mil, seiscentos e vinte sete reais), descrita como pagamento por \u201cplanejamento e gerenciamento da Assembleia Geral Ordin\u00e1ria\u201d.<\/p>\n<p>A auditoria tamb\u00e9m n\u00e3o encontrou diversos contratos onde poderia confirmar o valor para certificar a corre\u00e7\u00e3o do pagamento de comiss\u00e3o para a S4G. Entre eles deveriam estar os contratos ou \u201cconv\u00eanios de sediamento\u201d entre CBV e as prefeituras de S\u00e3o Bernardo (SP), S\u00e3o Carlos (SP) e Uberl\u00e2ndia (MG).<\/p>\n<p>A S4G foi apontada ainda pelo \u201cRelat\u00f3rio de Intelig\u00eancia Financeira\u201d (RIF) 15458, feito pelo COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), \u00f3rg\u00e3o da Receita Federal por vultosos e seguidos \u201csaques em esp\u00e9cie\u201d, \u201cmovimenta\u00e7\u00e3o incompat\u00edvel\u201d, al\u00e9m de\u201dtransfer\u00eancias para terceiros sem justificativa\u201d. Que eram empresas de parentes e pessoas ligadas a entidade. Entre outros \u201cind\u00edcios de atipicidade nas transa\u00e7\u00f5es\u201d.<\/p>\n<p>Como mostrou reportagem da Ag\u00eancia Sportlight de Jornalismo Investigativo no dia 19\/4, F\u00e1bio Azevedo, fiel escudeiro do ent\u00e3o presidente da CBV e atual presidente da Federa\u00e7\u00e3o Internacional de V\u00f4lei e que segue com ele na condi\u00e7\u00e3o de secret\u00e1rio-geral da FIVB, sacou mais de um milh\u00e3o de reais em esp\u00e9cie na caixa de uma ag\u00eancia banc\u00e1ria em um per\u00edodo de seis meses no ano de 2012, ainda durante o mandato de Ary Gra\u00e7a. A conta tinha como fonte primordial dep\u00f3sitos da CBV. A movimenta\u00e7\u00e3o fora de padr\u00e3o chamou a aten\u00e7\u00e3o do COAF. O RIF-15458, que foi enviado do \u00f3rg\u00e3o da Receita Federal para o Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF) e Pol\u00edcia Federal (PF).<\/p>\n<p>As anormalidades descritas pelo \u00f3rg\u00e3o da Fazenda v\u00e3o al\u00e9m: \u201cmovimenta\u00e7\u00e3o de recursos incompat\u00edvel com o patrim\u00f4nio, a atividade econ\u00f4mica ou a ocupa\u00e7\u00e3o profissional e a capacidade financeira do cliente\u201d e \u201crecebimento de recursos com imediata compra de instrumentos para a realiza\u00e7\u00e3o de pagamentos ou de transfer\u00eancias a terceiros, sem justificativa\u201d tamb\u00e9m comp\u00f5e a pe\u00e7a, cujas min\u00facias relacionam diretamente a S4G, empresa em que Azevedo consta como propriet\u00e1rio, e a CBV, esta como depositante absolutamente majorit\u00e1ria. Tamb\u00e9m existem registros de transfer\u00eancias para membros da diretoria da CBV, assim como para empresa de familiar de Ary Gra\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>Outro lado:<\/strong><\/p>\n<p><strong>SMP Sports Marketing &amp; Promotion e SMP Log\u00edstica e Servi\u00e7os<\/strong><\/p>\n<p>A reportagem enviou tr\u00eas quest\u00f5es (abaixo) relativas aos dados obtidos no relat\u00f3rio de auditoria para Marcos Pina, s\u00f3cio das duas empresas SMP.<\/p>\n<p>1- O relat\u00f3rio de auditoria contratado pela CBV fala em fragilidades em pagamentos neste per\u00edodo com diferentes empresas. Dentre os quais, R$ 8.877.407, 00 (oito milh\u00f5es, oitocentos e setenta e sete mil e quatrocentos e sete reais) pagos para a SMP Sports Marketing e Promotion e a SMP Log\u00edstica e Servi\u00e7os.<\/p>\n<p>2- O mesmo relat\u00f3rio aponta celebra\u00e7\u00e3o de contrato e pagamento de comiss\u00e3o por &#8220;viabiliza\u00e7\u00e3o de acordo comercial com empresa de produtos de vestu\u00e1rio ap\u00f3s contrato firmado entre a CBV e esta empresa&#8221;.<\/p>\n<p>3- Relat\u00f3rio de Intelig\u00eancia Financeira do COAF (Receita Federal) apontam movimenta\u00e7\u00f5es financeiras e realiza\u00e7\u00e3o de saques em esp\u00e9cies que apresentam atipicidade.<\/p>\n<p>As respostas vieram em quatro e-mails de texto. Foram selecionados os trechos relativos aos questionamentos enviados e abaixo publicado da forma que foram enviados.<\/p>\n<p><strong>Respostas SMP<\/strong><\/p>\n<p>\u201cO valor contratual recebido foi sobre servi\u00e7os efetivamente prestados e com o devido sucesso. Foram meses e meses de negocia\u00e7\u00e3o antes de se firmar o contrato. In\u00fameros e-mails constantes nos autos comprovam o servi\u00e7o. O Diretor de Mkt da Vulcabr\u00e1s confirmou em ju\u00edzo. A CBV tinha a responsabilidade ( Departamento jur\u00eddico ) de tornar contratuais os fatos verdadeiros ocorridos. Os servi\u00e7os foram prestados e a SMP fazia juz \u00e0s remunera\u00e7\u00f5es. O fato da data nunca me chamou a aten\u00e7\u00e3o nem dos advogados da CBV, mas considero o mais importante a verdade dos fatos. Se era dia 01 e colocaram 03 ( n\u00e3o sei ) n\u00e3o considero relevante.<\/p>\n<p>No Contrato com a VULCABR\u00c1S eu fui a pessoa que negociou todos os detalhes contratuais para melhorar a receita da CBV , tecla que eu defendia h\u00e1 anos pois as receitas n\u00e3o acompanhavam o bel\u00edssimo desempenho das sele\u00e7\u00f5es brasileiras. Meu objetivo era conseguir um incremento de um milh\u00e3o e meio de reais em rela\u00e7\u00e3o ao contrato da Olympikus. Isto foi conseguido com muita negocia\u00e7\u00e3o e trabalho. Quando voltamos a conversa pra Vulcabr\u00e1s ( Comprou a Olympikus ) j\u00e1 t\u00ednhamos um outro acordo ( carta de inten\u00e7\u00e3o ) assinado pelo Presidente da Alpargatas e o Dir de Mkt. Com este trunfo ficou muito mais f\u00e1cil melhorarmos o acordo Vulcabr\u00e1s , o que foi feito. A Comiss\u00e3o contratual continuou a mesma (20%) constante no contrato do Agente Comercial anterior. O servi\u00e7o foi executado e foi \u00f3timo pra CBV. O Diretor de MKT da Vulcabr\u00e1s \u00e0 \u00e9poca, compareceu \u00e0 audi\u00eancia , vindo de S\u00e3o Paulo, e prestou esses esclarecimentos. Disse que s\u00f3 falava comigo e sempre entendeu que eu representava a CBV. Est\u00e1 nos autos que qq um pode consultar\u201d.<\/p>\n<p>Sobre a parte financeira , informo que nunca trabalhei com dinheiro p\u00fablico , nunca fui gestor de conv\u00eanios ou outras atividades que envolvessem dinheiro municipal, estadual ou federal. Entendo , como tamb\u00e9m um ex-ministro do TCU, que o dinheiro do BB \u00e9 similar ao da Vulcabr\u00e1s , Ita\u00fa ou outro patrocinador que n\u00e3o seja a Caixa. Numa concorr\u00eancia entre Bancos o BB n\u00e3o tem seu dinheiro diferenciado apesar de estar sob vigil\u00e2ncia do TCU em todas suas a\u00e7\u00f5es. Recebi o dinheiro honestamente por servi\u00e7os efetivamente prestados e n\u00e3o tenho que dar satisfa\u00e7\u00f5es sobre o que fa\u00e7o com ele, a n\u00e3o ser ( +\/- ) pra minha esposa. As comiss\u00f5es da CBV eram historicas e n\u00e3o foram mexidas, nenhum preju\u00edzo houve, somente melhorias.<\/p>\n<p>Sobre o RIF-COAF: \u201co Bradesco sempre realizava um saque pra qualquer pagamento, transfer\u00eancia ou aplica\u00e7\u00e3o. O pr\u00f3prio Ita\u00fa faz tamb\u00e9m este procedimento. Quando tenho v\u00e1rias contas a pagar eles sacam o valor total e depois efetuam os pagamentos. Volto a dizer que o dinheiro era meu, fruto de servi\u00e7os comprovados, e tenho livre arb\u00edtrio na sua utiliza\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Sobre a movimenta\u00e7\u00e3o na minha conta Bradesco ( usava s\u00f3 pra receber dos contratos CBV &#8211; hj n\u00e3o sou cliente Bradesco ) esclare\u00e7o que retirava com frequ\u00eancia as quantias contratuais para aplica\u00e7\u00f5es nos outros dois bancos que utilizo at\u00e9 hoje, BB e Ita\u00fa , inclusive algumas quantias maiores foram usadas para compra de d\u00f3lares transferidos pelo BB e Ita\u00fa para suas ag\u00eancias em Miami, tudo perfeitamente claro mas nenhum saque perto dos 150 mil reais que a ex-presidente Dilma declarou ter em casa\u201d.<\/p>\n<p>Nota da reda\u00e7\u00e3o: de acordo com o COAF, foram R$ 293 mil sacados em esp\u00e9cie entre julho e dezembro de 2013.<\/p>\n<p><strong>Smiranda Eventos:<\/strong><\/p>\n<p>1- O Relat\u00f3rio de Intelig\u00eancia Financeiro do COAF fala em transfer\u00eancias da conta da S4G para a SMiranda, onde o senhor consta como s\u00f3cio. Qual a raz\u00e3o para tal?<\/p>\n<p>Resposta: \u201cN\u00e3o tive acesso ao relat\u00f3rio que voc\u00ea cita em seu questionamento, de modo que n\u00e3o posso verificar o valor citado e as &#8220;fragilidades &#8221; que o mesmo questiona, mas no que se refere a &#8221; adiantamento sem contrato assinado&#8221; me parece estranho pois somente a partir do contrato assinado entre a SMiranda e a CBV para a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os no planejamento e produ\u00e7\u00e3o dos eventos (j\u00e1 citado acima &#8211; de 01 agosto de 2013) \u00e9 que ocorreram a quase totalidade dos pagamentos para os servi\u00e7os realizados\u201d.<\/p>\n<p>2- J\u00e1 o relat\u00f3rio da CGU fala que o senhor, atrav\u00e9s da SMiranda, passou a ser o substituto da S4G nos contratos com a S4G quando esta deixa de fornecer servi\u00e7os para a CBV. O senhor n\u00e3o tinha v\u00ednculos com a S4G?<\/p>\n<p>Resposta: \u201cA partir de agosto de 2013 a CBV resolveu n\u00e3o mais contratar a S4G para seus servi\u00e7os. Pelo conhecimento de nosso trabalho e constatada a necessidade de contar com a presen\u00e7a de empresa que substitu\u00edsse em determinadas atividades a S4G para garantir o planejamento, gerenciamento e execu\u00e7\u00e3o do intenso calend\u00e1rio de eventos previstos para o segundo semestre de 2013, os quais foram realizados, optou pela contrata\u00e7\u00e3o da SMiranda, por se tratar de empresa que j\u00e1 atuava nesta \u00e1rea e com larga experi\u00eancia na produ\u00e7\u00e3o de eventos do voleibol e de outras modalidades. Cabendo ressaltar que a partir de 01 de agosto de 2013 a SMiranda n\u00e3o prestou mais nenhum servi\u00e7o para a S4G. Especificamente para a S4G e em raz\u00e3o de sua quest\u00e3o, a SMiranda foi \u201csubcontratada\u201d para atuar no planejamento e produ\u00e7\u00e3o dos eventos desportivos em que a S4G era a contratada principal. Tal procedimento \u00e9 comum em grandes atividades, uma empresa obt\u00e9m o contrato no total do projeto e repassa partes para in\u00fameros outros prestadores de servi\u00e7os especializados para concluir com compet\u00eancia e nos prazos. Assim cada prestador recebe um valor pelo servi\u00e7o realizado\u201d.<\/p>\n<p><strong>Escrit\u00f3rio de Advocacia Valmar Paes:<\/strong><br \/>\nA reportagem enviou quest\u00f5es para o advogado Valmar Paes, sem resposta.<\/p>\n<p><strong>S4G:<\/strong><\/p>\n<p>Em abril, a Ag\u00eancia Sportlight de Jornalismo Investigativo publicou reportagem em rela\u00e7\u00e3o a parte do relat\u00f3rio que apontava o pagamento de R$ 15.492.208,00 (quinze milh\u00f5es, quatrocentos e noventa e dois mil, duzentos e oito reais) pagos entre 2010 e 2013 para a S4G, a reportagem enviou quest\u00f5es a respeito do valor pago pela CBV entre 2010 e 2013 para a empresa e os respectivos servi\u00e7os prestados. Respostas atrav\u00e9s da assessoria de imprensa:<\/p>\n<p>F\u00e1bio Azevedo (S4G):<\/p>\n<p>\u201cNo per\u00edodo em que prestou servi\u00e7os para a CBV e para todos os demais clientes a S4G realizou os servi\u00e7os contratados com a m\u00e1xima qualidade e prazo. A empresa possuiu os relat\u00f3rios de conformidade assinados n\u00e3o s\u00f3 pelos clientes mas tamb\u00e9m pelos patrocinadores de cada evento entregue. A cada um deles recebeu os valores devidos, emitiu Notas Fiscais e pagou todos os impostos de acordo com a legisla\u00e7\u00e3o brasileira\u201d.<\/p>\n<p>Sobre o RIF (COAF)-<\/p>\n<p>F\u00e1bio Azevedo:<\/p>\n<p>\u201cEm rela\u00e7\u00e3o a seu pedido de respostas para as perguntas relacionadas ao citado relat\u00f3rio do Coaf devo dizer que o relat\u00f3rio n\u00e3o \u00e9 de conhecimento do F\u00e1bio. O Coaf n\u00e3o o informou de nada e n\u00e3o solicitou qualquer esclarecimento. Dessa forma, n\u00e3o h\u00e1 como responder perguntas, extra\u00eddas de um documento que o \u00f3rg\u00e3o mencionado n\u00e3o enviou ou deu ci\u00eancia de sua exist\u00eancia. N\u00e3o tenha d\u00favidas de que acontecendo isso ele ter\u00e1 ent\u00e3o as respostas.<\/p>\n<p><strong>Ary Gra\u00e7a:<\/strong><\/p>\n<p>\u201cDurante toda a gest\u00e3o do ex presidente da Confedera\u00e7\u00e3o Brasileira de V\u00f4lei todos os produtos e servi\u00e7os contratados foram entregues em plena conformidade com a rela\u00e7\u00e3o pre\u00e7o, prazo e qualidade estipulados. Foram ainda contabilizados, atestados e publicados anualmente em balan\u00e7o, ap\u00f3s aprova\u00e7\u00e3o por empresa de auditoria externa independente, Conselho Fiscal e Assembl\u00e9ia Geral da CBV. A publica\u00e7\u00e3o dos balan\u00e7os foi feita com total transpar\u00eancia e deu conhecimento p\u00fablico a todas as opera\u00e7\u00f5es da CBV. As comprova\u00e7\u00f5es podem, inclusive, ser evidenciadas pela documenta\u00e7\u00e3o cont\u00e1bil da CBV e pelos diversos relat\u00f3rios de entregas de cada um dos eventos a seus patrocinadores\u201d.<\/p>\n<p>RIF:<\/p>\n<p>O presidente Ary Gra\u00e7a tamb\u00e9m n\u00e3o tem conhecimento do relat\u00f3rio mas a resposta a sua pergunta \u00e9 n\u00e3o. N\u00e3o haveria raz\u00e3o para que ele tivesse conhecimento de movimenta\u00e7\u00e3o financeira interna da S4G ou qualquer outra empresa prestadora de servi\u00e7os\u201d.<\/p>\n<p><strong>CBV:<\/strong><\/p>\n<p>\u201cEm rela\u00e7\u00e3o \u00e0s quest\u00f5es encaminhadas, tendo em vista que existem processos judiciais e administrativos em curso, a Confedera\u00e7\u00e3o Brasileira de Voleibol (CBV), considerando a estrat\u00e9gia jur\u00eddica para os casos, entende n\u00e3o ser conveniente no momento tratar do tema. A CBV reitera que tem colaborado com os \u00f3rg\u00e3os fiscalizadores para o esclarecimento deste tema\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[dropcap]D[\/dropcap]aria para pagar ao menos tr\u00eas anos dos custos totais de um time de maior investimento da Superliga. Ou cinquenta anos de sal\u00e1rios de uma grande estrela da modalidade. 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