Categoria: Opinião

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Delação da Odebrecht não é a do fim do mundo. Doleiros é que podem explodir tudo.

Tudo acontecia no Bar do Rick. Jogatina, golpes, conspiração…A eternidade de “Casablanca” passa por aquele cenário e muito mais. Das pelo menos três frases clássicas do filme, duas foram ali imortalizadas: a que nunca foi dita (“Play it again, Sam”) e “Prendam os suspeitos de sempre”, do sem caráter capitão Renault. A terceira é na já na pista do aeroporto, quando a inacreditavelmente poética e capaz de sintetizar aquele amor de uma vida inteira que nada apaga é dita: “Nós sempre teremos Paris”.

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Piovani: posso te contar umas coisas que vi nas redações?

Os mais novos vão imaginar que falo do tempo dos dinossauros. É quase isso mas não chega a tanto. Não existia controle remoto. Para se comentar em roda de amigos sobre algum programa da TV que você não queria assumir que estava vendo, saia-se invariavelmente com essa: “passei pelo quarto da empregada, ela tava vendo isso e aí…”. Sílvio Santos era o personagem mais presente nesse clássico do enrustimento. Hoje é até chique, símbolo do trash engraçado, falar que deu uma olhada no “Patrão”. Naquele tempo só assim para não ser engolido: falando que passou e ouviu de esguelha.

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Um crime deve ser desfeito: um plebiscito já para derrubar o new Maracanã

O que Nimrud, Hatra, Palmira e o Maracanã tem em comum? Todos eram patrimônios históricos e foram derrubados. Os três primeiros pelo Estado Islâmico. O último pelo Estado de Sérgio Cabral.
Nimrud, sítio arqueológico no atual Iraque, foi uma cidade assíria há 2.300 anos. Hatra ficou marcada como a capital do primeiro reino árabe, tendo resistido à invasão do Império Romano. Palmira um exuberante centro comercial romano no mundo árabe. E o Maracanã foi o templo como nenhuma outra cidade em qualquer tempo ou espaço jamais amou igual.

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O esporte brasileiro tem que acabar

“Meu nome é Roberto Nascimento, sou tenente-coronel da Polícia Militar do Rio de Janeiro e dediquei 21 anos da minha vida para a polícia, de modo que não é fácil o que vou dizer aqui agora mas a verdade é que a PM do Rio tem que acabar”. Sonhei muitas vezes em poder repetir a cena em Wagner Moura dá vida ao maior ferrabrás da história do cinema nacional, o Capitão Nascimento, em seu pronunciamento na Assembleia Legislativa do Rio, na histórica cena de Tropa de Elite 2.

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Redação do New York Times em 1942 138

Apresentação

Passei a vida inteira procurando Martin Baron. Sem jamais chegar perto. Sonhei muitas vezes com aquela cena: um editor de jornal como aquele do Boston Globe, imortalizado em “Spotlight”, dizendo que a reportagem deveria demorar mais, se aprofundar, investigar quanto tempo fosse necessário, ir além. Mais do que isso, deixando suas lições ainda mais longe: que era preciso ir até o coração do sistema, fustigar o último andar do poder.

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